Avaliação do Programa

Amigos do Zippy foi e continua sendo objeto de constantes avaliações profissionais independentes.

As primeiras avaliações tiveram foco na eficácia do programa, baseado em estudos que demonstram que a capacidade de elaborar estratégias positivas para lidar com sentimentos difíceis é decisiva para a prevenção de comportamentos agressivos e/ou autodestrutivos.

Os resultados mostraram sinais nítidos de melhora nas habilidades de coping, como atestaram o professor Brian Mishara, da Universidade de Quebec, em Montreal, e a professora Mette Ystgaard, da Universidade de Oslo.

Por terem sido conduzidas na Dinamarca e na Lituânia, que possuem culturas bem diferentes, essas avaliações demonstraram a universalidade do programa, também igualmente eficaz para meninos e meninas, independentemente de nível social ou histórico de vida.

No Brasil, o programa foi implementado em escala piloto pela primeira vez em 2004. As 276 crianças participantes foram entrevistadas antes do início do programa, sendo que pais e professores também responderam a questionários sobre seus comportamentos em casa, na escola e com os amigos. Ao final do programa, as crianças foram avaliadas da mesma forma, respondendo às mesmas questões. Professores e pais também opinaram novamente, e todos os dados e depoimentos espontâneos formaram a base para a avaliação.

A Dra. Maria Julia Kovács, do Instituto de Psicologia da USP − Universidade de São Paulo, analisou o material e atestou:

O laudo dessa avaliação está disponível para download e na página "Acontece", de dezembro de 2004, constam testemunhos de pais e professores a respeito das mudanças positivas que observaram nas crianças. Dentre elas, as mais citadas são amadurecimento emocional, mais solidariedade, aumento de autocontrole e autoestima, melhoria na comunicação e desenvolvimento de habilidades de lidar com conflitos, mudanças e perdas.

A ASEC adota o processo de avaliação contínua. Ao término de cada ano letivo, do programa, pais e professores respondem a questionários sobre os resultados observados. Essas observações motivaram, inclusive, o desenvolvimento de um programa especial para famílias, o Amigos do Zippy em Casa (AZC), resultado da constante solicitação dos pais por algum material para uso em casa, integrando a família aos conceitos que as crianças aprendem na escola, por se surpreenderem com o desenvolvimento emocional e social de seus filhos. Você pode saber mais sobre isso através de download da .

A entidade americana CASEL (Cooperação para a Aprendizagem Acadêmica, Social e Emocional) pesquisa o impacto de programas por ela denominados “programas SEL (Social and Emocional Learning)”, que atendem às práticas SAFE:

Sequenciado: o programa aplica um conjunto planejado de atividades para desenvolver habilidades sequencialmente.
Ativo: o programa utiliza formas ativas de aprendizagem, como dramatizações e ensaios comportamentais, com feedback.
Focado o programa dedica tempo suficiente para desenvolver habilidades sociais e emocionais.
Explícito: o programa enfatiza habilidades sociais e emocionais específicas.

O Amigos do Zippy atende plenamente a essas práticas e, portanto, a ele se aplicam as conclusões teóricas extraídas de pesquisas com mais de 300 mil crianças. No site da CASEL, você pode obter mais informações sobre essas pesquisas. E, através de download, você pode acessar o , que explica a ligação entre aprendizagem social e emocional e desempenho acadêmico.

Os professores sempre mencionaram terem observado melhorias no clima de sala de aula e no aprendizado das demais disciplinas, em decorrência das novas habilidades e do aumento de autoestima.

Por isso, em 2009 a ASEC contratou as professoras Thereza Penna Firme, Ph.D, e Maria Clara Sodré S. Gam, Ed.D, para medirem o impacto no desempenho acadêmico decorrente do desenvolvimento emocional e social das crianças participantes do Amigos do Zippy. Mediram também o impacto pessoal/profissional nos professores participantes.

Você pode ler o relatório completo através de download do.